| Resumos - TEMAS LIVRES REAMED 2003 |
7/7/2003
IMPACTO DA INTERVENÇÃO INTERPROFISSIONAL EDUCATIVA EM GRUPO SOBRE A QUALIDADE DE VIDA E O AUTO-MANEJO DA DOR PERSISTENTE EM IDOSOS ACOMETIDOS POR DISFUNÇÕES MUSCULOESQUELÉTICAS
Silva, Alexandre; Reis, Ana Lúcia B.; Cordeiro, Renata C.; Lima, Surama R. C.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO/ ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA (UNIFESP/EPM) São Paulo-SP
OBJETIVO: Verificar a eficácia de um programa de educação em saúde de caráter interprofissional em grupo na melhora da qualidade de vida e do auto-manejo da dor persistente de idosos acometidos por disfunções musculoesqueléticas (ME).
METODOLOGIA: Participaram do estudo os idosos selecionados após uma triagem gerontológica e que fossem capazes de deambular e tivessem dor persistente de origem ME. Todos foram avaliados e reavaliados quanto à qualidade de vida (WHOQOL-bref)- domínios físico, psicológico, ambiental e social, fatores precipitantes e ou associados à dor e as estratégias utilizadas após três meses de alta do tratamento. Os participantes freqüentaram o centro de reabilitação uma vez por semana, durante três horas, ao longo de treze semanas de tratamento. Todos foram atendidos por fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e educador físico (cada um tinha uma hora de atendimento).
RESULTADO: Houve melhora de todos os domínios da qualidade vida (ambiental, físico, social e psicológico, em ordem decrescente). Em relação ao número de idosos que sentiam dor devido a fatores precipitantes e/ou associados à dor, pôde-se observar a diminuição ou a manutenção da ocorrência dos mesmos. Fatores como sentir dor dependendo do horário, após as alterações climáticas, por permanecer na mesma postura e durante o repouso tiveram uma redução mais significativa. Já durante o sono e durante as transferências, a melhora foi menos significativa. Nas atividades vigorosas não se pôde observar a diminuição da freqüência de queixa dos idosos. Dos onze participantes que concluíram o estudo, nove passaram a realizar atividade física (seja aulas de educação física ou de hidroginástica), dois não realizaram qualquer tipo de atividade e apenas um retomou o atendimento fisioterapêutico individual.
CONCLUSÃO: A melhora nos domínios da qualidade de vida bem como a diminuição das ocorrências de queixas álgicas na presença de fatores precipitantes e/ou associados à dor sugerem que a abordagem educativa em grupo influi na capacidade funcional e na socialização do paciente idoso. Mostra que a educação em saúde maximiza as abordagens terapêuticas mais utilizadas nos centros de reabilitação, ajuda o idoso a criar ou utilizar estratégias para o auto-manejo da dor e o estimula a buscar novas alternativas para a melhora ou manutenção do quadro clínico-funcional atual.
|