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Resumos - TEMAS LIVRES REAMED 2003

7/7/2003
Gasto energético em paciente amputado transtibial com prótese e muletas

Alexandra Passos Gaspar * - Sheila Jean McNeill Ingham ** - Therezinha Rosane Chamlian ***
Lar Escola São Francisco

Resumo

Pacientes com amputação transtibial têm um maior gasto energético durante a marcha com a prótese, necessitando consumir 20% a mais de oxigênio quando comparados a indivíduos normais na mesma velocidade relativa (7).

Fisher et al. (8) estudaram o gasto energético em pacientes não amputados em uso de muletas em terreno plano e escadas; concluíram que o volume de oxigênio (VO2) destes indivíduos atingia 40% do máximo esperado para os mesmos e que a freqüência cardíaca chegava à 62% da máxima prevista e portanto, que o uso de muletas em pacientes cardiopatas deveria ser feito com restrições. O gasto energético durante a marcha com muletas axilares é aproximadamente duas vezes maior quando comparada à marcha normal(8).

O objetivo deste trabalho é comparar o gasto energético em pacientes amputados de membro inferior com uso de prótese e muletas.

O paciente foi avaliado em relação ao gasto energético com prótese e com muletas axilares através do teste de Shuttle (14). O instrumento para avaliação foi o K4b2 , espiromêtro portátil da Cosmed.

Nossos dados mostram que o paciente possui menor gasto energético com a prótese e portanto, percorre uma distância maior do que com as muletas.

Unitermos

Amputados, gasto energético, prótese, muletas

_______________________________________________
* médica, ex-residente da Disciplina de Fisiatria do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina.

** médica residente do 3° ano da Disciplina de Fisiatria do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina.

*** médica fisiatra. Chefe de clínica da Disciplina de Fisiatria do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina.

Este trabalho foi realizado no Lar Escola São Francisco pela Disciplina de Fisiatria do Departamento de Ortopedia e Traumatologia com apoio do Setor de Reabilitação Pulmonar da Disciplina de Pneumologia do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina.

Lar Escola São Francisco
R. dos Açores, 310 - Jardim Luzitânia
CEP: 04032-060 - São Paulo - SP